Perfilamento a laser ou LiDAR vs Fotogrametria com drones é uma comparação cada vez mais presente entre profissionais que buscam precisão, eficiência e confiabilidade no mapeamento de áreas complexas.
Com a evolução dos sensores embarcados e a popularização dos drones, entender as diferenças práticas entre essas duas técnicas deixou de ser apenas uma escolha técnica e passou a ser decisivo para o sucesso de projetos em topografia, engenharia, mineração e planejamento urbano.
Neste artigo, vamos direto ao ponto: explicar como cada tecnologia funciona, em quais cenários cada uma entrega melhores resultados e quando faz sentido utilizá-las de forma complementar.
O que é perfilamento (LiDAR)?
LiDAR é a sigla para Light Detection and Ranging, ou Detecção e Medição por Luz. Trata-se de uma tecnologia de mapeamento que utiliza feixes de laser para capturar informações detalhadas sobre a superfície terrestre e os elementos presentes no terreno.
No levantamento LiDAR, um sensor emite milhares de pulsos de laser por segundo. Esses pulsos atingem o solo ou os objetos e retornam ao sensor, permitindo calcular distâncias com alta precisão. O resultado é uma nuvem de pontos tridimensional, que representa com fidelidade o relevo, edificações, vegetação e, em muitos casos, o próprio terreno sob cobertura vegetal densa.
Quando embarcado em drones, o perfilamento a laser se torna uma solução extremamente eficiente para levantamentos rápidos, precisos e seguros.
Como funciona a tecnologia LiDAR?
O funcionamento do LiDAR baseia-se na medição do tempo que um pulso de laser leva para sair do sensor, atingir um objeto e retornar. A partir desse tempo e da posição do sensor, o sistema calcula coordenadas tridimensionais com elevada precisão.
De forma simplificada, o processo envolve:
- emissão contínua de pulsos laser
- registro do retorno dos feixes refletidos
- geração de uma nuvem de pontos georreferenciada
- classificação dos pontos (solo, vegetação, edificações, etc.)
Essa capacidade de registrar múltiplos retornos faz com que o LiDAR seja especialmente eficiente em áreas com vegetação densa, onde outras técnicas encontram limitações.
Tipos de levantamento LiDAR utilizados com drones
O perfilamento a laser pode assumir diferentes configurações conforme o tipo de aplicação e sensor empregado. Entre os principais usos com drones, destacam-se:
LiDAR aéreo
Utiliza sensores laser embarcados em drones ou aeronaves para mapear grandes áreas com rapidez, gerando modelos digitais do terreno (MDT) e da superfície (MDS), mesmo sob vegetação.
Perfilamento a laser planialtimétrico
Focado na obtenção de dados precisos de relevo, declividade e altimetria, amplamente utilizado em projetos de infraestrutura, terraplanagem e estudos geotécnicos.
LiDAR de alta densidade
Empregado quando o objetivo é capturar grande volume de detalhes, permitindo análises mais refinadas e modelagens tridimensionais complexas.
O que consiste a fotogrametria?
A fotogrametria é uma técnica de levantamento e medição que utiliza imagens fotográficas para gerar representações tridimensionais de objetos ou terrenos.
Com origem na cartografia clássica, ela evoluiu rapidamente com a chegada dos drones, tornando-se uma das ferramentas mais utilizadas em levantamentos topográficos modernos.
No contexto da topografia com drones, a fotogrametria se baseia em capturar uma sequência de imagens aéreas com sobreposição e orientação georreferenciada.
Essas imagens são processadas por softwares especializados que identificam pontos em comum entre elas, reconstruindo o relevo e extraindo informações como altimetria, volume e curvas de nível.
Essa técnica permite gerar:
- Modelos digitais de superfície (MDS)
- Modelos digitais de terreno (MDT)
- Ortomosaicos de alta resolução
- Nuvens de pontos densas
- Mapas temáticos e produtos cartográficos
A grande vantagem da fotogrametria está em sua acessibilidade e escalabilidade, sendo uma solução eficiente para grandes áreas, com excelente custo-benefício e alta fidelidade visual.
Como funciona a fotogrametria com drones?
A fotogrametria com drones é um processo metódico e altamente dependente da precisão na captação de imagens. Para garantir bons resultados, é necessário seguir etapas bem definidas:
- Planejamento de voo
Define-se a área de interesse, altura de voo, sobreposição das imagens (geralmente 70% longitudinal e 60% lateral) e parâmetros da câmera. Isso garante uma cobertura adequada e evita falhas no processamento posterior. - Coleta das imagens aéreas
O drone, equipado com uma câmera de alta resolução, sobrevoa a área de forma autônoma, capturando imagens com precisão espacial. Em muitos casos, utiliza-se RTK ou PPK para aumentar a acurácia geográfica. - Pontos de controle (GCPs)
Para aplicações que exigem maior precisão, são utilizados pontos de controle georreferenciados em solo, mapeados com estação total ou GNSS de alta precisão. - Processamento fotogramétrico
As imagens são inseridas em um software e o algoritmo realiza a reconstrução tridimensional, aplicando conceitos de estereoscopia e triangulação para gerar os produtos finais. - Entrega dos dados geoespaciais
O resultado pode ser exportado em diferentes formatos (TIFF, LAS, OBJ, etc.) e utilizado em softwares de CAD, SIG ou BIM, conforme a necessidade do projeto.
Esse processo proporciona grande riqueza de detalhes e uma visão completa da área mapeada, sendo ideal para análises técnicas, monitoramento de obras, planejamento urbano, gestão ambiental e muito mais.
Aplicações da fotogrametria
A fotogrametria é amplamente aplicada em diversos segmentos, especialmente quando o objetivo é obter modelos visuais ricos, de alta resolução, com precisão geométrica compatível com a escala do projeto. Entre os principais usos, destacam-se:
Topografia e cartografia
Geração de mapas de grandes áreas com precisão planimétrica e altimétrica, substituindo ou complementando métodos tradicionais.
Engenharia e infraestrutura
Monitoramento de obras, cálculo de volume de movimentação de terra, planejamento de rodovias, ferrovias e loteamentos.
Mineração
Cálculo de pilhas de estoque, planejamento de lavra e controle volumétrico com rapidez e menor risco operacional.
Agricultura de precisão
Análise de saúde vegetativa por meio de ortomosaicos e índices como NDVI, além de planejamento de plantio e correções de solo.
Gestão ambiental
Mapeamento de áreas degradadas, monitoramento de florestas, encostas, rios e uso do solo.
Patrimônio e cultura
Reconstrução digital de monumentos e edificações históricas com alto nível de detalhamento visual.
LiDAR vs Fotogrametria: qual técnica escolher?
Embora ambas sejam tecnologias modernas e eficientes, LiDAR e fotogrametria atendem a demandas diferentes.
Enquanto o LiDAR (perfilamento a laser) se destaca pela capacidade de captar o terreno real mesmo sob vegetação densa, oferecendo alta precisão altimétrica, a fotogrametria entrega excelente riqueza visual e ótimo custo-benefício em áreas abertas e bem iluminadas.
A escolha entre LiDAR vs Fotogrametria depende diretamente do ambiente, do objetivo do projeto e do tipo de informação necessária.
| Critério | LiDAR (Perfilamento a Laser) | Fotogrametria |
| Ambiente ideal | Áreas com vegetação densa ou relevo complexo | Áreas abertas e visíveis |
| Tipo de dado | Nuvem de pontos 3D baseada em laser | Imagens aéreas e modelos derivados |
| Captação do solo | Excelente, mesmo sob vegetação | Limitada à superfície visível |
| Dependência de iluminação | Baixa | Alta |
| Precisão altimétrica | Muito alta | Alta, dependente de GCPs |
| Custo operacional | Mais elevado | Mais acessível |
Quando combinar LiDAR e Fotogrametria?
Em muitos projetos, a melhor estratégia não está em escolher apenas uma técnica, mas em combinar LiDAR e fotogrametria de forma complementar. Essa abordagem híbrida permite unir a precisão altimétrica do LiDAR com a riqueza visual da fotogrametria, resultando em modelos mais completos e análises mais confiáveis.
Essa combinação é especialmente indicada em projetos urbanos, estudos ambientais e empreendimentos de grande escala.
Qual tecnologia escolher para seu projeto?
No fim das contas, não se trata de uma disputa entre LiDAR e fotogrametria, mas de identificar qual tecnologia, ou combinação delas, atende melhor às necessidades do seu projeto.
Avaliar corretamente o ambiente, o nível de precisão exigido e os objetivos do levantamento é fundamental para evitar retrabalho, reduzir custos e garantir resultados confiáveis. Contar com orientação técnica especializada faz toda a diferença nesse processo.
Se você ainda tem dúvidas sobre qual solução se encaixa melhor nas suas demandas, a Embratop está pronta para te ajudar.
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